Muito se é falado, comentado, difamado e muitos outros “ados” sobre a real situação dos gastos públicos e dos políticos de nosso País, e, não diferente, do nosso Município. Esse tipo de assunto toca o lado profissional dos assessores dos políticos, mas vai direto à escolha que você faz.
Numa época aproximando-se às eleições talvez nossas emoções e nossos interesses pessoais nos desviam de contextos essenciais para escolha do destino gerencial e humano da nossa Cidade.
Quem sabe como é feito o manejo dos gastos públicos? A falta de conhecimento nesse tipo de assunto por quem dirige a cidade pode melhorar ou piorar a situação financeira.
Nesse ponto surge a pergunta de um amigo: “—Mas por que pensar nessas coisas? Só preciso ver o meu lado; não é o melhor para minha vida?”.
A resposta ao amigo pode ser simples: “—Preciso ver o meu lado ao mesmo tempo e modo que estarei vendo o de todo mundo. Ora, o que mais ouço nas negociações (das milionárias à venda de uma moto velha) é a seguinte frase: “Assim fica bom para todo mundo!”
Vejamos; gastos públicos é um assunto que vai mexer direto no seu bolso e quase ninguém sabe ou o analisa, ou melhor, poucos são os conseguem ver como a utilização do dinheiro público mexe no seu próprio bolso.
Para aguçar sua curiosidade e ajudar no entendimento do assunto, é importante registrar que o pilar dos estudos, falando em melhores especialistas no assunto, desde 1909, continuam historiando quatro causas principais de aumento de despesas públicas.
A primeira causa é econômica, a segunda é de ordem social, a terceira é de ordem política e a quarta causa é financeira (Jèze, Gaston. Cours élémentaraire de Science des finances et de legislation financière française. Paris: Giard & Brière, 1909, p.382).
Dentro das causas acima apontadas, você olha e separa dentro da sua cidade os gastos que estão sendo feitos tomando como parâmetro essas quatro causas. Daí você poderá observar e opinar se o desempenho da sua cidade é influenciado por falta de indústrias, emprego, oportunidade de negócios, etc. enfim, pode ser visto quais os problemas e qual tipo de gastos com dinheiro público está sendo feito e qual deveria ser feito.
Pare um pouco, pense nisso, é importante uma visão incluindo toda a dimensão territorial e humana da sua comunidade.
Se você parar e se começar a pensar nesse assunto, sempre surge uma GRANDE pergunta: “— Todo político fala que vai mudar e fica tudo igual ou pior, por que uma administração com correta visão dos gastos públicos mudaria a cidade?”
A resposta é simples: para encarar dessa forma o Município é preciso mudar os próprios conceitos internos e reformular as perguntas que já temos sobre os problemas de nossa cidade...
O caminho do afastamento da população da decisão do orçamento (documento mestre dos gastos públicos, onde há previsão em que e como serão feitos os gastos), do planejamento feito nas coxas e a realização de gastos sem a visualização concreta e individualizada das quatro causas principais acima descritas, têm levado nossa comunidade ao regresso. Isso, na maioria dos pontos de crescimento do setor público que precisariam estar em crescimento.
No subconsciente daqueles que param para pensar no assunto, consultam dados das contas públicas e/ou procuram uma saída para os problemas, podem se deparar com uma certeza: Não é falta de dinheiro, mas sim de visão humana e profissional dos gastos.
Aliás, não adianta ser só profissional. Se não houver coração, perceptividade e aproximação das pessoas, o problema não poderá sequer começar a ser resolvido.
A reviravolta no sistema adotado não é questão de um dia, um mês ou mais, é simplesmente um ato. Porque o ditado do chinês persiste assim: “O início de uma longa caminhada é o primeiro passo!”

Interessante; mas acredito exatamente que deve ser dado o primeiro passo...
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